Como escolher um bom personagem para o amigo no Quem Sou Eu?
No modo Amigos escolhem, metade da diversão está em escolher o personagem do outro. Um bom personagem faz a rodada render: o amigo pensa, erra, ri e acerta no fim. Um personagem ruim trava tudo, seja porque ninguém conhece, seja porque é óbvio demais. Este guia ajuda a acertar na escolha.
O teste dos três segundos
Antes de confirmar, imagine o nome sendo lido em voz alta para a mesa. Se em três segundos todo mundo souber quem é, o personagem passa no teste. Isso importa por dois motivos:
- Quem tem o personagem precisa conseguir chegar lá. Não adianta acertar todas as perguntas e nunca ter ouvido falar do nome.
- Quem responde precisa saber as respostas. Se só você conhece o personagem, os outros vão chutar sim ou não nas respostas e a pessoa vai para o caminho errado.
Nem fácil demais, nem impossível
O ponto ideal é um personagem que todo mundo conhece, mas que não aparece nas primeiras ideias de quem está adivinhando. Alguns exemplos de como a dificuldade muda dentro do mesmo tema:
- Fácil: Pelé, Bob Esponja, cachorro, Mickey. Bons para crianças e para a primeira rodada.
- Médio: Garrincha, Shrek, pinguim, Dom Pedro II. Conhecidos, mas exigem algumas perguntas a mais.
- Difícil: Zagallo, Burro do Shrek, ornitorrinco, Anita Garibaldi. Para grupos experientes ou para quem está ganhando de lavada.
Se faltar ideia, as páginas de categoria listam centenas de nomes já revisados, com dicas prontas.
Pense em quem vai receber
O mesmo personagem pode ser fácil para um e impossível para outro. Um jogador da Seleção dos anos 70 é ótimo para o tio que acompanha futebol há décadas e cruel para a sobrinha de dez anos. Antes de escolher, pense na idade e nos interesses de quem vai jogar com aquele nome. Escolher algo do universo da pessoa costuma render as melhores rodadas: ela tem as ferramentas para chegar lá, mas não espera aquele nome.
O que evitar
- Nomes que pedem pesquisa. Se você teve que procurar no Google para lembrar, a mesa também não vai saber responder.
- Coisas abstratas. “Saudade” e “democracia” rendem perguntas que ninguém sabe responder com sim ou não.
- Gente da mesa de forma ofensiva. Escolher um colega como personagem pode ser hilário, desde que ele também ache graça. Evite apelidos e piadas que constrangem.
- Nomes com grafia difícil. O jogo aceita pequenos erros de digitação, mas um nome estrangeiro muito complicado pode exigir a correção do host no chute certo.
Personagens que geram boas discussões
Alguns personagens são divertidos justamente porque as respostas não são óbvias. O Chaves é uma pessoa de verdade ou ficção? O Papai Noel está vivo? Uma cidade é “brasileira” se fica na fronteira? Esse tipo de dúvida rende conversa na mesa. Só combine antes a regra: na dúvida, quem responde marca Irrelevante.
Como dar uma boa dica
Com a dica ligada, quando o jogador chega na pergunta combinada, quem escolheu o personagem dele pode dar uma dica. A boa dica ajuda sem entregar:
- Ruim: “É o goleiro do Palmeiras.” Entregou o nome na prática.
- Ruim: “É uma pessoa.” Se a pessoa já fez dez perguntas, isso ela já sabe.
- Boa: “Joga de goleiro.” Abre um caminho sem resolver a rodada.
- Boa: “Olhe para as perguntas que tiveram Irrelevante.” Faz pensar sem dar a resposta.
Leia o histórico antes de dar a dica: o que mais ajuda é o que a pessoa ainda não descobriu.
Respondendo sobre o personagem que você escolheu
Quem escolheu é quem mais sabe sobre o personagem, então suas respostas pesam. Responda pensando no personagem, não em você nem no jogador. Seja consistente: se respondeu que ele é atleta, não responda depois que ele não pratica esporte. E quando não souber, use Irrelevante em vez de arriscar. Uma resposta errada custa mais caro do que nenhuma.
Mais sobre o outro lado da mesa em Como adivinhar mais rápido.